Resposta rápida
O SiAC vigente trabalha com níveis A e B. Uma implantação consistente começa pelo que a construtora já controla, pelo requisito aplicável e pelas lacunas reais — não por uma lista de documentos.
O SiAC integra o PBQP-H e estabelece requisitos para o sistema de gestão da qualidade de empresas de serviços e obras. O referencial vigente, aprovado pela Portaria 75/2021 e alterado pela Portaria 577/2021, contempla os níveis A e B.
Essa informação orienta o escopo, mas não define sozinha por onde a empresa deve começar.
Não comece pelos documentos
Antes de criar procedimentos e formulários, é preciso entender como projeto, compras, execução, inspeção, pessoas e análise de desempenho funcionam hoje.
Toda construtora já possui decisões, controles e registros. Alguns atendem ao objetivo e podem ser preservados. Outros precisam ser fortalecidos. Há também lacunas que exigem uma solução nova.
Compare realidade e requisito
A leitura inicial precisa relacionar três elementos: o que a empresa já faz, o que o nível e o requisito aplicáveis pedem e onde a evidência não sustenta a prática.
A diferença entre os níveis não deve ser reduzida à quantidade de serviços ou materiais controlados. É necessário ler o referencial vigente e compreender o conjunto de requisitos aplicável ao escopo da empresa.
Construa com quem executa
Quando uma lacuna é identificada, o controle deve ser configurado com as pessoas que vão utilizá-lo. Isso permite escolher uma forma proporcional ao porte, às obras e aos sistemas existentes.
O objetivo é um único sistema de gestão: útil na rotina e capaz de demonstrar o atendimento ao SiAC.