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PBQP-H e SiAC

PBQP-H / SiAC: por onde começar sem criar burocracia desnecessária

Gizele Corrêa de Figueiredo · 11 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Resposta rápida

O SiAC vigente trabalha com níveis A e B. Uma implantação consistente começa pelo que a construtora já controla, pelo requisito aplicável e pelas lacunas reais — não por uma lista de documentos.

O SiAC integra o PBQP-H e estabelece requisitos para o sistema de gestão da qualidade de empresas de serviços e obras. O referencial vigente, aprovado pela Portaria 75/2021 e alterado pela Portaria 577/2021, contempla os níveis A e B.

Essa informação orienta o escopo, mas não define sozinha por onde a empresa deve começar.

Não comece pelos documentos

Antes de criar procedimentos e formulários, é preciso entender como projeto, compras, execução, inspeção, pessoas e análise de desempenho funcionam hoje.

Toda construtora já possui decisões, controles e registros. Alguns atendem ao objetivo e podem ser preservados. Outros precisam ser fortalecidos. Há também lacunas que exigem uma solução nova.

Compare realidade e requisito

A leitura inicial precisa relacionar três elementos: o que a empresa já faz, o que o nível e o requisito aplicáveis pedem e onde a evidência não sustenta a prática.

A diferença entre os níveis não deve ser reduzida à quantidade de serviços ou materiais controlados. É necessário ler o referencial vigente e compreender o conjunto de requisitos aplicável ao escopo da empresa.

Construa com quem executa

Quando uma lacuna é identificada, o controle deve ser configurado com as pessoas que vão utilizá-lo. Isso permite escolher uma forma proporcional ao porte, às obras e aos sistemas existentes.

O objetivo é um único sistema de gestão: útil na rotina e capaz de demonstrar o atendimento ao SiAC.